"Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.” 1º João 2.14

O primeiro mandamento

No último sábado iniciamos uma série de mensagens que tratarão sobre os 10 mandamentos. Para fins de complementação das mensagens pregadas nos cultos, sempre que um mandamento for tratado, estaremos postando aqui um comentário de João Calvino sobre o mesmo. No último sábado, o nosso irmão e seminarista Alexandre Henrique, fez uma introdução contextual dos 10 mandamentos e tratou sobre o primeiro. Vejamos o que Calvino fala nas Institutas.

O primeiro mandamento 

“Não terás outros deuses diante de mim.”(Êxodo 20.2,3)

Sobre cada mandamento, Calvino tem muito a dizer. Por isso, parece-nos necessário dedicar apenas um post à seção em que ele explica o primeiro preceito do Decálogo. Diz-nos o Senhor que não podemos dar a outro aquilo que só a ele pertence.

“O fim deste mandamento é que Deus quer ser o único a ter a preeminência em seu povo e nele exercer seu direito em plena medida… não podemos ter Deus sem que, ao mesmo tempo, abracemos as coisas que lhe são próprias. ”

Por trás de uma ordem simples, o reformador encontra os mais diversos princípios. Aqui, por exemplo, encontramos importantes coisas que devemos dedicar apenas a Deus. Calvino lista 4 delas: adoração, confiança, invocação e ação de graças.

“Chamo adoração a veneração e o culto que qualquer um de nós lhe rende, quando se lhe submete à grandeza. Por isso, não improcedentemente, incluo à adoração a submissão de nossa consciência à sua lei. Confiança é a segurança de nele descansar, em virtude do reconhecimento de seus predicados, quando, atribuindo-lhe toda sabedoria, justiça, poder, verdade, bondade, reconhecemos que somos bemaventurados somente em sua comunhão. Invocação é o recurso de nossa mente à sua fidelidade e assistência, como ao sustentáculo único, sempre que alguma necessidade insiste. Ação de graças é a gratidão com que se lhe atribui o louvor de todo bem.” (idem)

Tudo isso deve ser entregue somente a Deus e mais ninguém. Note a importância que Calvino dá ao cumprimento da Lei do Senhor como forma de adoração, algo tão esquecido hoje em dia. É preciso que sempre examinemos nossas mentes se quisermos ser verdadeiros adoradores. Um homem que confia em sua força, que agradece ao dinheiro, depende só do Estado ou é motivado pela aprovação da sociedade pode estar erigindo falsos deuses. Estamos sempre diante do Senhor, algo que Calvino chama atenção com a ilustração do matrimônio.

“A frase que segue, diante de minha face, intensifica a indignidade, pela qual Deus é provocado ao ciúme sempre que em seu lugar pomos nossas invenções, tal como se uma esposa despudorada, trazido escancaradamente o amante diante dos olhos do marido, mais lhe incendesse o ânimo… não se podem admitir novas deidades sem que seja ele testemunha e observador de seu sacrilégio. Mas, a esta petulância acrescenta-se o máximo de impiedade, a saber, que, em seus desvios, o homem julga poder burlar os olhos de Deus.” (2.8.16, p.143)

Que nossos corações entreguem somente ao Senhor aquilo que é dele. Que ele seja nossa motivação, nosso porto seguro, nosso braço forte. Por fim, que não sejamos ingratos.

joãocalvino.net

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