"Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.” 1º João 2.14

Uma palavra firme, mas com Amor – Rev. Rosther

 

Desde o começos da história do povo de Deus, um dos grandes desafios enfrentados por este, foi a luta contra o secularismo e o mundanismo. Isso ocorre porque nem todos os que fazem parte da igreja militante, são membros da igreja triunfante, nem todos que se congregam na igreja visível, estão inseridos na igreja invisível. Se não bastasse o fato de o joio estar semeado junto ao trigo, aqueles que são regenerados, ainda carregam dentro de si a natureza pecaminosa e muitas vezes alimentam mais a sua natureza do pecado, em lugar de alimentar a natureza do Espírito, revelando assim sua deslealdade e falta de amor para com o Senhor que os redimiu.

 

Na manhã de hoje em minha devocional, defrontei-me com uma situação na qual o povo de Deus é envergonhado por se conformar a este século. O povo de Deus, habitando em Sitim, começou a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram os filhos de Israel ao sacrifício dos seus deuses e o povo de Deus comeu e inclinou-se diante dos deuses delas, traindo o Senhor que os havia libertado da escravidão do Egito, adulteraram contra o bom Deus que os sustentara no deserto. O que veremos nesse texto é o que acontece quando a igreja se torna como o mundo.

 

Quando a Igreja se torna como o mundo, ela ama os prazeres do mundo mais do que a Deus. O povo de Deus olhou para a beleza das filhas dos moabitas, e no coração acreditaram que elas concederiam a eles mais prazeres que o próprio Deus, tiveram relações com elas, aceitaram os convites delas para os sacrifícios dos deuses estranhos e se prostraram diante dos deuses delas. Isso é o que acontece quando a idolatria dos prazeres domina a vida de pessoas que se chamam cristãs. Elas não tem comunhão com o Senhor, não tem prazer em Deus, não sabem o que são as genuínas experiências espirituais, conforme a linguagem de Edwards, e porque não conhecem o prazer da intimidade com Deus, precisam buscar os efêmeros e falsos prazeres deste mundo, que nos afastam da bênção de provar do relacionamento íntimo e pessoal com o Senhor,que João define em 17.3 do seu evangelho como vida eterna. Meu coração tem se alarmado em perceber como às vezes o povo que se chama povo de Deus se atiça para experimentar as coisas nas quais o mundo tem prazer e das quais Deus não se agrada.

 

Ontem de manhã preguei na exposição sequencial em 1 João 1. 3-6, o versículo 6 diz que quem permanece nele deve andar como ele andou. Jesus frequentou todos os lugares, sentou-se com pecadores, comeu com eles, mas sempre mantendo uma maneira santa e distinta para ganhá-los para si. O texto da epístola apostólica diz que devemos ser como ele é. Com muito carinho, vou fazer uma caricatura para você perceber o que digo, fiquei imaginando sinceramente se Jesus em ocasiões festivas junto com os irmãos da Igreja, acompanhados de não crentes, faria coreografias e dançaria ao som de Michel Teló: “Ai se eu te pego”, não importa qual seja o idioma. Imagine comigo! Será que o Senhor diria: “Ai não tem nada a ver!”? “Eu penso que isso não é pecado”. Você sabe que foi a primeira pessoa da história que disse: “não tem nada a ver”? Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três! Adivinhou? O inimigo das nossas almas. A serpente disse a nossa primeira mãe em Gênesis 3.4, “é certo que não morrereis”, ao dizer isto referindo-se ao que Deus falou, estava dizendo, “não tem nada a ver, eu penso diferente”, Satanás foi o  primeiro relativista pós-moderno que pensava diferente. Se somos verdadeiros cristãos reformados, não deformados, não nos importamos com os pensamentos da carne, não somos relativistas, queremos adequar-nos às Sagradas Escrituras. Ortodoxia sem ortopraxia é verborragia, prelúdio da heterodoxia, sinal de retórica vazia.

 

Que Deus nos livre da idolatria dos prazeres, que amemos mais o Senhor do que a nós mesmos, se somos de fato cristãos!

 

Não obstante percebemos no texto de Números 25 que quando a igreja se torna como o mundo, Deus manifesta sua ira. A ira de Deus se acendeu contra Israel e o nosso Senhor disse a Moisés que tomasse os cabeças do povo e os enforcasse ao ar livre ao Senhor e a ardente ira se retiraria de sobre Israel. Graças a Deus nos dias de hoje o Senhor não manda enforcar ninguém! Mas, que Deus continua irando-se, isso é uma grande verdade. Paulo nos ensina em Romanos 1, que a manifestação dessa ira é entregar o homem à sua própria sorte e isso chega ao ponto de que homens e mulheres começam a se inflamar em sua sexualidade, homens com homens e mulheres com mulheres. Quando isso acontece no meio de um povo é um sinal de que a ira de Deus está se manifestando. Mas, também quando há adultério, prostituição, mentira, corrupção, vícios, expressão de sensualidade em lugares inapropriados, egoísmo inveterado, tudo isso é sinal de que Deus entrega seu povo à ira e as consequências se tornam cada dia mais trágicas.

 

Muitas vezes nos maravilhamos demais, com o nosso conhecimento teórico das Escrituras, poder aquisitivo, capacidade intelectual, conhecimento de idiomas, somos cidadãos globais e isso não impressiona a Deus. De jeito nenhum!

 

Como pastor que ama o seu rebanho, que conhece o Deus das Escrituras, não quero ver a mão de Deus pesando sobre o meu povo. O Senhor sabe quanto tenho chorado por vossas vidas. Só o Senhor sabe a dor que temos com os que adoecem, com os que se perdem, com os que se afastam de Deus. Não zombemos do Cordeiro, Ele é meigo e amável, mas também é o Leão de Judá e terrível é a sua ira!

 

Contudo, o texto nos diz que quando a Igreja se torna como o mundo ela precisa ser disciplinada. O texto nos conta que Zimri , princípe da tribo de Simeão que não tinha temor de Deus, tomou Cosbi princesa midianita e levou para sua tenda e começou a ter relações fornicárias com ela, desde aquela época Deus já condena relacionamentos mixtos. Tudo isso aconteceu diante dos olhos de Moisés e todo o povo chorava diante da tenda da congregação. Enquanto isso, Deus matava os israelitas por meio de uma praga. Até que Finéias, filho do sacerdote Eleazar, toma sua lança, entra na tenda de Zimri e o atravessa junto com Cosbi no momento do ato sexual, matando os dois de uma só vez, o versículo 8 nos diz que nesse exato momento a praga cessou no meio do povo. Porém, aquele dia foi um dia muito triste, pois vinte e quatro mil pessoas do povo de Deus morreram, por causa da praga enviada pelo Senhor.

 

Finéias foi usado para a disciplina, mas se você perguntasse a ele, certamente, se pudesse, ele evitaria ter que passar por tudo isso. Ter que ser instrumento de disciplina é algo que dói imensamente no coração de quem o faz, porque sabe que é pecador e só é salvo pela graça do Senhor! Não obstante, é mister obedecer a Deus e as Sagradas Escrituras nos dizem em Hebreus 12 que Deus disciplina a quem Ele ama e açoita a todo aquele que é seu filho. Se ficamos sem disciplina, somos bastardos, não filhos. Quando alguém nos disciplina, isso é um sinal que Deus ainda nos ama e não se esqueceu de nós. Se algum dia ficarmos sem disciplina será nossa ruína, pois será a evidência de que Deus se esqueceu de nós.

 

Quanto a Finéias, o disciplinador, vejamos o que Deus disse:

 

25.10 Então, disse o SENHOR a Moisés:

 

25.11   Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, desviou a minha ira de sobre os filhos de Israel, pois estava animado com o meu zelo entre eles; de sorte que, no meu zelo, não consumi os filhos de Israel.

 

 

 

25.12   Portanto, dize: Eis que lhe dou a minha aliança de paz.

 

 

 

25.13   E ele e a sua descendência depois dele terão a aliança do sacerdócio perpétuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel.

 

Deus recompensa o servo que zelou pelo seu nome, pela su santidade e pela santidade do seu povo.

 

Paulo em Romanos 12.11 diz:

 

 

 

“ No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor;

 

 

 

Meu queridos irmãos e irmãs, quero desafiar-lhes a ser os novos Finéias, a zelar pelo Senhor e a amar os irmãos, de tal maneira que vocês venham dar-lhes a bênção de ser admoestados com amor, pois este é um sinal de que Deus os ama e que você se importa com eles.

 

Se você caiu em si ao ler esta pastoral, talvez você me dirá: “Tudo bem pastor, mas o senhor poderia dizer essas palavras a cada um individualmente, no âmbito particular”.

 

Que bom que mais uma vez você é solícito em expressar o que pensa, mas tenho pedido graça a Deus para ser um pastor fiel às Escrituras e não fazer o que alguns do meu rebanho acham que deve ser feito e as Escrituras dizem aos pastores em 1 Timóteo 5.20:

 

“ Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam.”

 

Que Deus tenha misericórdia de nós!

 

Como disse Paulo em 1. Coríntios 10.12:

 

Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.”

 

 

 

Que Deus nos livre da mentalidade pós-moderna, relativista e secular.

 

Que Deus nos ensine a pensar e a viver biblicamente!

 

Em Cristo, vosso pastor,

 

Rev. Rosther Guimarães Lopes. VDM. Verbum Dei Minister.


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